museu de arte popular

Avatarfechado em Belém mas aberto aqui

Sebastião Rodrigues

Feira da Primavera 1972

Cartaz de Sebastião Rodrigues para o Mercado da Primavera (realizado anualmente no Museu de Arte Popular). 1972.
Imagem retirada de Sebastião Rodrigues, designer (FCG, 1996).

3 comentários:

29 de junho de 2009 às 23:47 Alexandre disse...

Referência ao Mercado da Primavera e depois ao Mercado do Povo que acompanharam e envolveram o Museu de Arte Popular, encontrada numa história do Sindicato da Hotelaria do Sul*:
"1 de Fevereiro de 1975 – As autoridades do turismo do regime fascista organizavam todos os anos em Belém, perto do monumento aos descobrimentos e do Museu de Arte Popular, em Lisboa, uma iniciativa de promoção turística de características antiquadas, a que denominavam Mercado da Primavera. No mês de Junho que se seguiu ao 25 de Abril, os artesãos que aí expunham e vendiam os seus trabalhos, numa acção espectacular, cheia de incidentes, assumiram o controlo do espaço e solicitaram apoio do sindicato para ali continuarem em permanência, o que conseguiram.
No início de 1975, para garantir uma gestão organizada daquilo que se tinha transformado numa feira de artesanato, e instalar um restaurante a sério, em substituição das tascas de comes e bebes, o sindicato indicou o Amadeu Caronho** que levou a tarefa a bom porto.
O espaço passou a designar-se Mercado do Povo depois de assim ter sido baptizado por um dirigente do sindicato, numa assembleia-geral, em que um jornalista o questionou se estava de acordo em que a iniciativa continuasse a chamar-se Mercado da Primavera.
O Mercado do Povo passou a ser um local de referência, precursor dos bares das docas e da abertura da cidade ao rio, frequentado por sindicalistas, políticos progressistas, e pelos militares revolucionários do MFA e do Conselho da Revolução, que iam lá muitas vezes comer o seu petisco e beber o seu copo de tinto após as reuniões que faziam ali por perto."
*por extenso, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo e Similares do Sul. ver: http://www.sindhotelariasul.pt
**da direcção eleita em Julho de 1974, vindo das mesas do Maxime.

30 de junho de 2009 às 17:03 alcantaralx disse...

Que engraçado ver o cartaz! Nunca tinha visto esta figura do ouriço, mas acabei de a conhecer hoje, na loja de artesanato Santos Ofícios em Lisboa, é uma figura da oficina Mistério de Barcelos.

O MAP é urgente!

30 de junho de 2009 às 23:32 Anónimo disse...

O Museu é necessário mas há que prestar atenção às feiras (e agora à FIA, na FIL, até domingo), onde a arte popular e o artesanto começam por ser uma mesma coisa - viva e indistinta, por isso mais visivelmente plural e problemática. A Rosa Ramalho estava no MAP e no Mercado da Primavera ou na Feira do Estoril, onde também apareceu o Franklim. Procurem-se os artistas populares VIVOS nas feiras - e igualmente nas interessantes publicações do Instituto do Emprego - antes de "o museu" lançar o seu filtro selectivo (e interroguem-se os filtros do Museu, sejam eles os da política do gosto de António Ferro ou os das modas politicamente correctas).

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